Gordofobia: o que isso representa para você?

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Gordofobia é uma palavra que tem se tornado cada vez mais conhecida nos últimos anos. É um neologismo recente e significa desprezo ou repulsa por alguém que está com sobrepeso ou obesidade. Na verdade, aplica-se até mesmo a alguém que simplesmente não corresponde a determinado padrão de beleza corporal.

Embora tenha sido um assunto pouco comentado anos atrás, quando a palavra nem existia, a gordofobia tem sido tema cada vez mais frequente em discussões sobre sociedade, preconceito e também sobre saúde, visto que tem uma série de impactos na vida de suas vítimas.

Hoje, vamos explicar o que é gordofobia, por que ela é tão grave, como ela prejudica milhões de pessoas em todo o mundo e como repensar conceitos que levam à discriminação. Vamos lá!

Afinal, o que é gordofobia?

A gordofobia está intimamente ligada a uma pressão social pela estética. Existem padrões de beleza de difícil acesso que, quanto mais distantes estão de alguém, mais aumentam as chances de essa pessoa ser considerada feia, estranha, “anormal” ou até repulsiva.

Além disso, é muito comum que as pessoas com excesso de peso sejam consideradas preguiçosas, desleixadas e irresponsáveis. Essa noção vem de um entendimento equivocado de que o excesso de peso se deve apenas a uma má alimentação aliada à falta de exercícios físicos.

O que muitas pessoas ignoram é que a obesidade tem possíveis causas que vão muito além disso. Existem fatores psicológicos, genéticos, metabólicos e endócrinos que podem ter muita influência sobre o ganho de peso.

Além disso, o uso de certos medicamentos, o estresse e até a má qualidade do sono podem contribuir para o acúmulo de gordura, entre outros fatores. Assim, como se vê, a obesidade não é uma opção e precisa ter sua condição entendida como uma doença.

Ignorando todos esses fatores, a gordofobia permanece presente na vida cotidiana: segundo o Ibope, a gordofobia é percebida na rotina de 92% da população brasileira. Essa percepção vai desde admitir que pratica discriminação até notar comentários preconceituosos no dia-a-dia, como “ele é bonito, porém gordinho”, ou o uso da palavra “gordice” de forma pejorativa.

O impacto nocivo da gordofobia

Indo muito além de frases pejorativas, a gordofobia é uma forma de discriminação ampla e tão grave quanto outras, como racismo e sexismo. Exclusão de grupos sociais, dificuldade de conseguir emprego, assédio moral e muitos problemas fazem parte da vida de pessoas com sobrepeso ou obesidade.

O problema começa na infância, quando crianças com excesso de peso costumam ser vítimas de bullying. Nesses casos, aumentam muito as chances de a criança sofrer com ansiedade, estresse, ficar socialmente isolada ou até desenvolver compulsões e depressão — problemas que podem gerar consequências para uma vida inteira.

Na fase adulta, surgem diversos outros problemas. É nítido que, de maneira geral, não há preocupação com o bem-estar de quem tem excesso de peso. Assentos, de uma maneira geral, banheiros em estabelecimentos diversos e até poltronas de avião normalmente não são projetados para essas pessoas.

A sensação de exclusão faz parte de um conjunto perverso de consequências da gordofobia. Uma publicação na revista Nature, assinada por mais de 100 instituições em todo o mundo, constatou que o preconceito contra o excesso de peso compromete a saúde mental de suas vítimas, suas relações sociais e dificulta acesso ao mercado de trabalho.

Todos esses problemas podem causar estresse, ansiedade, frustração e até depressão na pessoa com obesidade, o que, além de já ter um problema tão grave por si só, pode ainda estimular o próprio ganho de peso.

Isso ocorre por conta de alguns fatores. A vergonha do próprio corpo induzida pela gordofobia pode desestimular a pessoa a ir à academia, por exemplo; ela pode sofrer com compulsão alimentar, “descontando” sua frustração na comida; e o estresse pode fazer o organismo liberar hormônios que facilitam o ganho de peso.

Ou seja: a gordofobia, além de tudo, ainda contribui para que a pessoa com excesso de peso tenha dificuldades em perdê-lo.

Aceitação x saúde

Para quem sofre com gordofobia, é necessário entender que possui uma doença e acolher a si mesmo a fim de evitar culpa, autoflagelação e vergonha.

A aceitaçãoe o acolhimento são passos importantes para a saúde mental e para praticar com mais facilidade atividades cotidianas, como interação social e exercícios físicos. O combate à gordofobia também é necessário para levar as pessoas a perceberem que ter este ou aquele formato de corpo não desqualifica ninguém. Todos os seres humanos merecem respeito por serem quem são!

No entanto, a aceitação do próprio corpo não pode se converter em descuido com a saúde. Como já dissemos, a obesidade é considerada doença pela Organização Mundial de Saúde e pode causar dezenas de consequências graves. Diabetes, hipertensão, apneia do sono, problemas cardiovasculares, gordura no fígado e problemas nas articulações são apenas alguns exemplos.

Assim, é necessária tanto a aceitação e compreensão de si mesmo (e do seu corpo) quanto buscar uma vida mais saudável, tratando a a obesidade. O equilíbrio entre os dois lados é essencial para garantir uma vida mais feliz e plena.

Combater a gordofobia e tratar a obesidade

Combater tanto a gordofobia quanto a obesidade, como já vimos, é necessário. Em primeiro lugar, é preciso respeitar e entender a pessoa com excesso de peso, abrindo canais de diálogo e fazendo com que seja observada com o cuidado que merece pelas autoridades, profissionais de saúde e população em geral.

Em paralelo com a conscientização coletiva sobre os males da gordofobia e com o acolhimento à pessoa com excesso de peso, é preciso observar a obesidade não como um problema estético, mas de saúde, e buscar o seu tratamento.

Sem buscar padrões de beleza, mas, sim, uma vida mais saudável, é essencial que pessoas com excesso de peso trabalhem pelo emagrecimento com saúde, e, claro, a manutenção do peso, ganhando uma perspectiva de vida inteiramente nova.

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