Obesidade e hipertensão: uma bomba-relógio

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Obesidade e hipertensão são doenças muito perigosas, com diversas consequências graves e até mortais. Além disso, atingem uma enorme (e crescente) quantidade de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, 25% da população adulta do Brasil é obesa e quase 30% dos brasileiros têm hipertensão.

No entanto, além de serem perigosas por si sós, essas doenças também estão relacionadas entre si, e a junção de ambas é ainda mais grave para a saúde.

Ocorre que a obesidade é não apenas uma possível causa da hipertensão, como também uma das principais. O aparecimento da “pressão alta” em obesos é mais comum do que se imagina, e, quando isso acontece, a saúde do paciente corre sério risco.

Hoje, vamos entender por que a obesidade causa hipertensão, a gravidade de se ter as duas doenças e a dimensão da relação entre elas. Leia com atenção e cuide da sua saúde!

Obesidade causa hipertensão

Não bastasse o fato de obesidade e hipertensão serem doenças perigosas, uma ainda é causadora da outra. O ganho de peso favorece o aumento da insulina plasmática, hormônio que potencializa a absorção de sódio pelos rins. A consequência é o aumento do volume de sangue e da atividade vascular, gerando um descontrole da pressão arterial.

Esse descontrole se transforma em hipertensão arterial sistêmica (HAS) quando o paciente apresenta “pressão alta” (140 por 90 mmHg, ou simplesmente 14×9) constantemente, gerando um sinal de alerta e que exige vários cuidados.

Acredita-se que excesso de apenas 20% no peso considerado normal já possa provocar um risco oito vezes maior de hipertensão. Se a obesidade for visceral (quando há uma grande quantidade de gordura entre as vísceras), o perigo é maior ainda.

O resultado da relação entre obesidade e hipertensão é alarmante: entre a população obesa do Brasil, 70% dos homens e 61% das mulheres também são hipertensos. Surge, assim, um enorme grupo de pessoas com duas condições extremamente graves.

Combinar obesidade e hipertensão é correr um sério risco

Separadamente, obesidade e hipertensão já trazem consequências sérias para a saúde. A obesidade está associada ao surgimento ou agravamento de dezenas de doenças, como cardiovasculares, pulmonares, hepáticas e até quinze tipos de câncer. Já a hipertensão é potencial causadora de problemas como infarto, AVC e insuficiência renal.

Juntas, obesidade e hipertensão são ainda mais perigosas: podem, principalmente se em conjunto com o diabetes, causar mudanças estruturais no coração. Os músculos cardíacos se enrijecem, piorando a capacidade do coração de funcionar e gerando insuficiência cardíaca.

Segundo estudo feito nos Estados Unidos, pacientes que não tiveram nenhum desses fatores de risco durante 45 anos da sua vida apresentaram 73% menos chances de ter insuficiência cardíaca no resto da vida. Os pacientes analisados chegaram a viver 10,6 (homens) e 14,9 (mulheres) anos sem insuficiência cardíaca em comparação a outros com todos os fatores de risco. [4]

Tratar a obesidade corretamente faz toda a diferença

Quem já tem obesidade pode reverter o quadro da hipertensão tratando o excesso de peso. As consequências da hipertensão podem ser reduzidas com a perda de peso, e, em casos de hipertensão leve, a doença pode até deixar de existir após uma pequena redução do peso.

As estatísticas comprovam os benefícios da perda de peso: apenas de 5% do peso perdido para uma pessoa obesa e hipertensa já representa significativa melhora do risco cardiovascular e pode impactar numa redução de até 30% nos níveis de pressão arterial.

No entanto, dietas “da moda”, que prometem perda de peso rápida, não são boas opções para quem quer se livrar da obesidade e da hipertensão. Muitas vezes, essas dietas não têm fundamento científico, são difíceis de seguir, não estimulam um estilo de vida saudável como um todo e não geram resultados a longo prazo.

Esses fatores fazem com que dietas desse tipo sejam frustrantes, sejam abandonadas e provoquem o chamado “efeito sanfona”, quando a pessoa perde peso rapidamente e depois o recupera. Esse resultado impacta negativamente na saúde e não resolve o quadro de hipertensão.

O tratamento da Clínica da Obesidade

Já que é necessário buscar, em vez de dietas restritivas e sem fundamento, um planejamento alimentar real, nada melhor do que buscar quem tem longa experiência de tratamento clínico (sem cirurgia) da obesidade mórbida.

Na Clínica da Obesidade, tratamos a obesidade por uma abordagem multidisciplinar, combinando acompanhamento psicológico, exercícios físicos direcionados e dieta balanceada, tudo personalizado para cada paciente.

Diga adeus à obesidade e à hipertensão. Trate-se na Clínica da Obesidade!

Fontes: Abeso, Hospital Sírio Libanês e Programa Saúde Fácil

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