Parar de fumar engorda? Entenda a relação entre cigarro e obesidade

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Cigarro e obesidade são dois problemas cuja superação pode ser complexa — e que podem estar intimamente relacionados. Muitas pessoas supõem que a relação é inversa, afinal, “fumar emagrece”, não é mesmo?

Ledo engano: não há nenhuma evidência clara de que cigarro emagreça, e, na verdade, o efeito pode acabar sendo contrário, como veremos neste texto. Na verdade, não há absolutamente nenhum efeito positivo no tabagismo — e, quando ele está associado à obesidade, as consequências são ainda piores.

Hoje, vamos conhecer a relação do cigarro com o excesso de peso, vendo como um pode influenciar no outro e provocar danos gravíssimos à saúde e qualidade de vida das pessoas. Vamos lá!

Cigarro e obesidade: uma trilha de fatalidades

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabagismo é a maior causa de morte evitável no mundo. Não é pouco: embora esteja em queda em boa parte do mundo, inclusive no Brasil, o hábito de fumar é um dos mais letais que uma pessoa pode ter.

O cigarro acarreta maiores chances de diversos tipos de câncer, doenças cardiovasculares, respiratórias e até oftalmológicas, trazendo uma série de consequências negativas para o corpo.

O tabagismo também provoca maiores chances de transtornos mentais e comportamentais como depressão, transtorno bipolar, ansiedade e déficit de atenção — as chances de problemas como esses são até 8 vezes maiores em fumantes.

Mas e quando o cigarro está associado à obesidade, doença que também pode causar dezenas de graves problemas de saúde e levar à morte? Nesse caso, os efeitos negativos se potencializam.

Como a obesidade prejudica a capacidade de respiração, sua associação com o tabagismo pode ser terrível para o sistema respiratório. Além disso, a chance aumentada de doenças cardiovasculares graves, como infarto, AVC e derrame, que ocorre na obesidade, é potencializada pelo uso do cigarro, que também prejudica sistema circulatório e o coração.

Também há o câncer: assim como o cigarro, a obesidade também aumenta as chances de dezenas de seus tipos. Dessa forma, a possibilidade de ter uma neoplasia é muito maior em pessoas obesas que sofrem com o vício em cigarro.

A relação entre cigarro e obesidade vai além: o tabagismo pode, ao contrário do que se acredita, ajudar a provocar o excesso de peso. É o que vamos entender agora!

Afinal, parar de fumar engorda?

Existe uma noção comum de que o cigarro ajuda a controlar o peso; não à toa, muitos fumantes que lutam contra a balança têm medo de abandonar o tabaco, temendo ganhar mais quilos.

O fundamento dessa crença está na nicotina, um dos principais componentes do cigarro, que possui efeito inibidor do apetite e acelerador do metabolismo.

No entanto, isso não significa que fumar emagrece: os efeitos da nicotina sobre o apetite e o metabolismo são bastante discretos e podem ser facilmente compensados por outras consequências do tabagismo — as que engordam.

O que ocorre é que o tabaco compromete olfato e paladar, dificultando a percepção do sabor dos alimentos — especialmente os açucarados e gordurosos. Assim, o fumante tem menor sensação de saciedade e pode acabar comendo mais, compensando a inibição de apetite da nicotina.

Além disso, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), pesquisas apontam possível relação entre a nicotina e o aumento da resistência à insulina, a qual, por sua vez, está associada ao acúmulo de gordura abdominal.

Com efeito — e para a surpresa de quem acha que fumar emagrece —, a circunferência abdominal é, normalmente, maior entre fumantes do que entre não fumantes. Estudos realizados com adolescentes mostram que a circunferência abdominal dos fumantes é, em média, 57% (no caso das meninas) e 131% (meninos) maior do que a dos não-fumantes!

Agora que já sabemos que o cigarro não traz nenhum efeito positivo para a saúde e que nem seu pretenso poder emagrecedor se mostra realidade na maioria dos casos, o que fazer para superar o tabagismo e a obesidade? Vejamos!

Combatendo a obesidade e o tabagismo

Para se livrar do vício em cigarro, é fundamental reduzir ou eliminar alimentos que funcionam como gatilhos para o fumo (álcool e café costumam ser gatilhos comuns). Assumir uma prática regular de exercícios físicos também ajuda a reduzir a necessidade de fumar, além de melhorar a capacidade respiratória e prevenir doenças crônicas não transmissíveis.

A prática de exercícios associada à reeducação alimentar também ajuda a combater a obesidade. Assim, tabagismo e excesso de peso podem ser superados simultaneamente, já que diversas atitudes impactam positivamente em ambos os problemas.

O apoio profissional, contudo, faz toda a diferença na jornada pelo emagrecimento e contra o cigarro. Acompanhamento médico e psicológico pode ser fundamental para o sucesso nesses objetivos.

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