Riscos da cirurgia bariátrica: um caminho perigoso para o emagrecimento

7 minutos para ler

A obesidade é uma doença que as pessoas estão em uma luta constante e se tornou um dos maiores problemas de saúde pública em todo o mundo. No Brasil, a porcentagem de adultos com obesidade aumentou para 27%; por isso, torna-se inevitável a procura por meios que facilitem o emagrecimento.

Um dos métodos mais utilizados no país é a cirurgia bariátrica, a 6ª técnica de emagrecimento escolhida por brasileiros – segundo pesquisa em 2020. Mas, será que os riscos da cirurgia bariátrica não devem ser considerados na hora da escolha para perda de peso?

Não restam dúvidas: certamente, é necessário fazer algo para cuidar da saúde. Mas a que custo você se submeteria a um procedimento invasivo e que colocaria sua vida em risco?

A cirurgia bariátrica é um desses procedimentos e vem se tornando uma das opções mais comuns para tratamento da obesidade. Contudo, é uma intervenção que pode trazer malefícios à saúde, pois não é uma “fórmula mágica” para perda de peso rapidamente e que não terá consequências, principalmente sem acompanhamento médico multidisciplinar contínuo.

Diante da dificuldade que tanta gente tem para estar no peso ideal e de todos os perigos que a obesidade traz à saúde, logo a cirurgia se projetou como uma boa saída, certo? Mas não é bem assim: existem muitos fatores pré e pós-cirúrgicos que devem ser analisados em cada caso. Por isso, trazemos aqui motivos para você não buscar métodos rápidos e de alto risco para sua saúde.

Assim, nossa intenção hoje é conscientizar as pessoas em geral sobre como funciona a cirurgia bariátrica, as consequências cirúrgicas e de que forma o procedimento pode não ser tão eficaz a longo prazo. Além disso, queremos ajudar as pessoas a buscar novas perspectivas, ganhando saúde e qualidade de vida.

Dados da cirurgia bariátrica no Brasil

O Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias bariátricas. Apesar de ter uma queda na porcentagem em 2020 por conta da Covid-19, os números mostraram um constante crescimento nos anos anteriores. Avaliando um período de oito anos, o número de cirurgias bariátricas cresceu 84,73% entre 2011 e 2018, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) em 2019. 

Segundo o Ministério da Saúde, este deve ser considerado o último recurso na luta contra o excesso de peso, pois existe uma série de fatores a serem avaliados antes da indicação para a redução do estômago.

Certamente há efeitos positivos na cirurgia bariátrica, e ela tem inúmeras vantagens quando bem direcionada, mas não pode ser utilizada como uma pílula mágica para o emagrecimento. Afinal, o procedimento não impede futuro ganho de peso se não houver o devido acompanhamento.

Geralmente, as notícias a respeito deste tema focam na expressiva perda de peso, mas é preciso ampliar a consciência sobre os riscos, as consequências e, sobretudo, sobre a real necessidade dessa cirurgia. Então vamos lá!

Tipos de bariátricas

Existem três tipos de cirurgias bariátricas: restritivas, disabsortivas e mistas.

As cirurgias que diminuem o estômago, e por consequência, restringem a ingestão de alimentos, são do tipo restritivas. Exemplos: banda gástrica, balão intragástrico, gastroplastia vertical de mason ou em “sleeve”.

As cirurgias do tipo disabsortivas diminuem a absorção de nutrientes, já que se faz um desvio intestinal. São elas: cirurgia de payne, cirurgia de scopinaro, duodenal switch.

E as do tipo mistas, que diminuem o estômago e fazem um desvio intestinal, reduzindo a ingestão e absorção dos alimentos, são chamadas de bypass gástrico ou cirurgia de fobi-capella.

As cirurgias bariátricas, portanto, não são intervenções simples, e acarretam muitas mudanças metabólicas que precisam ser monitoradas para o resto da vida.

Riscos da Cirurgia Bariátrica

O que é cirurgia bariátrica, senão uma medida invasiva? Todos os tratamentos extremos são passíveis de falhas e efeitos secundários.

Você já deve ter ouvido bastante sobre as transformações que acontecem na vida de quem se submete à redução do estômago; contudo, falta muita informação sobre as consequências e riscos da cirurgia bariátrica.

Este é um procedimento complexo e, como toda intervenção cirúrgica, pode ter complicações e até mesmo levar à morte. Seguem alguns que podemos citar: embolia pulmonar, sangramento interno, fístulas, vômitos, diarreia e fezes com sangue.

Condições psíquicas, alimentares e físicas pós-bariátrica

O padrão de alimentação muda após o procedimento cirúrgico; a pessoa pode desenvolver mecanismos negativos para compensar os excessos de antes.

E um dos maiores riscos da cirurgia bariátrica são os transtornos alimentares, como a compulsão ou bulimia, que podem piorar ou surgir depois do procedimento. Além disso, é comum que os pacientes apresentam complicações nutricionais como anemia, deficiência de ácido fólico, cálcio e vitamina B12, podendo ocorrer também desnutrição nos casos mais graves.

Ainda é importante falar das consequências físicas pós-cirúrgicas, como a síndrome de dumping e o excesso de pele, fatores que acabam sendo um incômodo para grande parte dos pacientes, gerando consequências psicológicas.

Os cuidados devem ser redobrados, pois pacientes bariátricos que não mudam o comportamento podem ter reganho de peso, o que vem sendo bastante comum. Da mesma forma, pessoas que fazem dieta e perdem muito peso drasticamente ou com procedimentos extremos voltam a engordar.

Emagrecer de forma saudável

A obesidade é uma doença multifatorial que pode envolver diversos fatores como os genéticos, hormonais, estilo de vida, psicológicos, sociais além de outras doenças associadas que impedem o emagrecimento, portanto, não é apenas uma consequência de má alimentação e pouco exercício físico.

Mesmo as pessoas diagnosticadas como obesas podem emagrecer sem ter que passar por uma cirurgia. Para tanto, é necessário efetuar uma série de mudanças nos seus hábitos cotidianos.

Você sabe que existem inúmeros benefícios em emagrecer sem fazer procedimentos invasivos?

Não há riscos de sofrer com os efeitos desencadeados pela mudança brusca na alimentação; e é feita uma reeducação alimentar, que evolui com o passar do tempo.

A partir da prática de exercícios físicos, a pessoa também melhora a sua disposição, autoestima, as funções do organismo e a mobilidade do corpo.

E o acompanhamento psicológico irá apresentar ao indivíduo uma nova estratégia de sobrevivência emocional que não seja o alimento.

Então, qualquer pessoa pode emagrecer sem cirurgia, desde que haja adoção de tratamentos que ajudem a perder peso de forma saudável.

Tratamento multidisciplinar

Todo esse processo deve ser acompanhado de perto por profissionais especializados no assunto. Assim, será possível programar uma dieta de acordo com as suas carências nutricionais e objetivos, bem como os melhores exercícios físicos para a sua condição atual.

A Clínica da Obesidade possui uma equipe de saúde multiprofissional com mais de 70 pessoas empenhadas no tratamento da obesidade de forma transdisciplinar. Os pacientes perdem peso de maneira saudável e natural, controlando também diversas doenças e comorbidades associadas.

Precisa perder peso e quer fazer isso com saúde? Entre em contato com a Clínica da Obesidade e descubra como podemos ajudar você!

Posts relacionados

Deixe um comentário