Fibromialgia tem cura? Entenda melhor!

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A fibromialgia é uma doença que afeta cerca de 10 a 15% das pessoas que procuram um reumatologista. Apesar de ser um problema muito comum, ainda há dúvidas entre os pacientes se a fibromialgia tem cura e quais são os tratamentos disponíveis.

A doença é caracterizada pela ocorrência de dores pelo corpo, que podem surgir em lugares diferentes, variando de intensidade e de uma pessoa para outra. É mais recorrente nas mulheres, que representam entre 70 a 90% dos pacientes, principalmente depois da menopausa. No entanto, pode acometer qualquer pessoa, inclusive crianças e adolescentes.

A questão é que o problema pode acabar sendo confundido com outras doenças. Muitas vezes, uma pessoa pode conviver alguns anos sentindo dores sem ter um diagnóstico adequado. Para esclarecer melhor esse assunto, neste post explicamos se a fibromialgia tem cura e como é possível tratá-la. Continue lendo e tire as suas dúvidas!

O que é fibromialgia?

A fibromialgia é uma síndrome inflamatória, que provoca dores diversas pelo corpo. Essas dores tendem a se estender por um bom tempo, deixando as articulações, os músculos e os tendões mais sensíveis.

Costuma ocorrer entre os 30 e os 60 anos, ainda que possa afetar também os mais jovens. Além disso, como já dissemos, é mais comum em mulheres perto da menopausa. Porém, esse diagnóstico pode estar relacionado ao aumento na procura por orientação médica nessa faixa etária.

Quais são os sintomas?

A característica mais marcante da fibromialgia é a dor intensa nos músculos, tendões e articulações. Ela permanece por muito tempo e de forma intermitente, podendo durar até três meses. A dor também pode surgir em apenas uma parte do corpo ou de forma generalizada. Outros sintomas recorrentes são:

  • fadiga muscular, com cansaço excessivo mesmo depois de horas de repouso;
  • sonolência, devido ao sono interrompido pela dor durante a noite;
  • apneia e insônia, decorrentes da dor;
  • problemas com a memória e dificuldade de concentração, em boa parte associada à má qualidade do sono;
  • enxaqueca e dores de cabeça;
  • dor pélvica e abdominal (Síndrome do Intestino Irritável);
  • dores no peito e palpitações;
  • formigamento e dormência nos pés e nas mãos.

Apesar de ser generalizada, é bom destacar que a dor da fibromialgia costuma ocorrer em algumas partes específicas do corpo, principalmente na coluna, nos cotovelos, nos joelhos, no quadril e nas nádegas.

Quais são as causas da doença?

Ainda não se sabe o que causa a fibromialgia. De qualquer forma, a genética é um fator notável para o seu surgimento, uma vez que o histórico familiar pode indicar uma maior propensão.

Também não existe um motivo claro para a maior incidência entre as mulheres, uma vez que não há relação entre a doença e a produção hormonal. Apesar disso, elas representam a maioria dos casos, sobretudo após os 50 anos.

Pessoas que já sofrem com dificuldades para dormir, que sejam ansiosas, sedentárias ou tenham depressão também costumam ter maiores chances de desenvolver fibromialgia. A doença também aparece com mais frequência entre aqueles que passaram por algum trauma físico ou emocional, como um acidente, ou que tenham outros problemas reumáticos, como artrite reumatoide e lupus.

Outro fator a ser considerado para a frequência da fibromialgia é o sobrepeso. As pessoas obesas e acima do peso estão mais sujeitas a processos inflamatórios, condição que as deixam mais suscetíveis à doença.

Como é feito o diagnóstico?

Mesmo que todos os fatores de risco acima sejam relevantes, a fibromialgia pode afetar qualquer pessoa. O diagnóstico pode ser demorado, uma vez que muitas pessoas evitam procurar um médico e se automedicam ao sentir alguma dor.

Por isso é tão importante procurar ajuda médica em caso de dores persistentes, pois o diagnóstico precoce contribui para um tratamento adequado. Do contrário, além de prolongar a dor, outros problemas como insônia, estresse e depressão podem se agravar.

O diagnóstico costuma ser clínico, com o acompanhamento dos sintomas e do histórico do paciente, além de ser feito um exame físico. Também podem ser solicitados exames laboratoriais e de imagem, como um ultrassom ou uma tomografia computadorizada, para descartar outras doenças que tenham sintomas semelhantes.

Como é possível tratar a fibromialgia?

Mas, afinal, a fibromialgia tem cura? Infelizmente, a resposta para essa pergunta é negativa. No entanto, é possível amenizar os sintomas, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.

Após confirmar o diagnóstico, é necessário que o médico adote uma abordagem adequada aos sintomas e ao estilo de vida de cada pessoa. Além do tratamento medicamentoso, podem ser recomendados outros cuidados, cuja função é interdisciplinar. Entre eles, podemos mencionar:

  • prática regular de atividade física;
  • dieta equilibrada e rica em nutrientes (como vitaminas e sais minerais);
  • massagens relaxantes e acupuntura;
  • acompanhamento com psicólogo;
  • emagrecimento e regulação do peso corporal (quando necessário).

Além disso, é fundamental que o paciente faça uma mudança mais profunda em sua rotina. Alguns hábitos devem ser incluídos, evitados ou abandonados por completo. Entre as principais orientações, estão:

  • parar de fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, uma vez que essas substâncias contribuem para aumentar os processos inflamatórios;
  • evitar carregar objetos pesados e que sobrecarregam a coluna;
  • não se automedicar;
  • procurar posições confortáveis para sentar e dormir e deixar o ambiente mais agradável;
  • fugir de situações estressantes e buscar relaxar.

Essa última dica, em especial, é fundamental, uma vez que a fibromialgia está bastante associada a casos de ansiedade e depressão. As dores constantes e o fato de ser uma doença sem cura desmotiva os pacientes, gerando um quadro depressivo. Assim, o ideal é fazer um acompanhamento com um psicólogo para cuidar da saúde mental.

Agora que esclarecemos se a fibromialgia tem cura ou não, queremos reforçar a necessidade de se consultar com um médico logo que surgirem os primeiros sintomas. Somente um profissional poderá indicar qual a melhor forma de tratar a doença, descartando outros problemas. E ao receber as recomendações médicas, é muito importante que elas sejam seguidas para a recuperação da funcionalidade e para uma melhor qualidade de vida.

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