Para que serve (ou não) o IMC

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O Índice de Massa Corpórea, ou IMC, é um dos principais indicadores de avaliação do corpo humano. Ele demonstra se o peso de alguém é alto ou baixo considerando a sua altura, sendo, portanto, uma das principais ferramentas no diagnóstico da obesidade.

Desde os anos 70 o IMC é o indicador mais usado na avaliação do peso corporal. Fácil de calcular, fornece um dado importante sobre a situação da pessoa avaliada e também é muito útil para estudos populacionais.

No entanto, o IMC não é, nem de longe, o único índice a ser considerado no diagnóstico e avaliação da obesidade. Hoje, vamos entender exatamente o que é esse índice: vamos aprender a calcular e interpretar o IMC, suas vantagens e limitações. Vamos nessa!

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IMC: relacionando peso e altura

Criado pelo belga Lambert Quetelet ainda no século XIX, o Índice de Massa Corpórea foi o primeiro critério objetivo da história para se avaliar sobrepeso e obesidade. Após décadas esquecido, foi retomado na segunda metade do século XX, quando o mundo começou a perceber a relação entre obesidade e diversas doenças.

O IMC relaciona peso e altura, indicando se o peso é alto ou baixo conforme a estatura de cada pessoa. O cálculo é simples: basta dividir o peso pelo quadrado da altura (ou seja, a altura vezes ela mesma). O resultado é a quantidade de quilos por metro quadrado (kg/m2).

Se o resultado estiver abaixo de 18,5, o peso é muito baixo; entre 18,5 e 24,9, o peso está normal; de 25 a 29,9, considera-se sobrepeso. A obesidade inicia com IMC de 30, passando para grau II em 35, e, finalmente, grau III (obesidade mórbida) a partir de 40.

Ainda existe a chamada superobesidade, quando o IMC ultrapassa os 50 kg/m2. Nesse caso, os riscos à saúde são ainda mais graves, e as providências para tratar a obesidade devem ser imediatas.

A simplicidade do cálculo do IMC, bem como a independência de qualquer exame, o torna um componente ideal ao investigar a existência de sobrepeso ou obesidade. Assim, funciona como um ponto de partida importante e que pode ser calculado por cada pessoa individualmente.

IMC não é tudo

Embora seja importante como indicativo e também na realização de estudos populacionais, o IMC está longe de ser um índice definitivo. Nas palavras do Dr. Bruno Halpern, “não existe peso ideal fixo”: o peso saudável não depende apenas da altura, mas de uma série de fatores.

Pesquisas nos Estados Unidos e Canadá demonstraram que um alto IMC nem sempre está ligado a problemas como hipertensão, diabetes e altas chances de mortalidade. Com efeito, mais de 47% dos americanos considerados em sobrepeso pelo cálculo do IMC foram considerados saudáveis.

Isso ocorre pois, afinal, o IMC considera apenas peso e altura, deixando de lado uma série de outros índices importantes para a saúde. Um desses índices é a composição do corpo, visto que não apenas a gordura, mas músculos e ossos também pesam.

A distribuição da gordura, também ignorada pelo IMC, também é importante. Isso porque a gordura visceral, aquela que se acumula entre os órgãos, aumenta muito o risco de problemas cardiovasculares, por exemplo. Já a gordura subcutânea — a que fica embaixo da pele — é menos prejudicial à saúde.

Cuidando da saúde

Para ter uma noção ampla de como está a saúde, é necessário ir além do IMC. A composição corporal, por exemplo, pode ser mapeada com o auxílio de exames como bioimpedância e densitometria.

A medição das dobras da pele através de um instrumento chamado de adipômetro também pode fornecer informações importantes. É necessário, também, acompanhar os exames de sangue, para verificar eventuais altos níveis de colesterol, glicose e triglicérides, que causam alto risco à saúde.

Ainda é importante acompanhar a trajetória do peso. Assim é pois, mesmo com IMC alto, alguém que já esteve com peso ainda mais alto tende a correr menos riscos do que alguém com mesmo IMC, mas que está em seu peso máximo.

Medir a circunferência abdominal, passando uma fita métrica ao redor do corpo na altura do umbigo, também pode ajudar a mapear os riscos que se está correndo. Medidas acima de 80cm para mulheres e 94cm para homens são um sinal de alerta. O mesmo pode ser feito no pescoço: mais do que 34cm (mulheres) ou 37cm (homens) também não são bom sinal.

Embora todas essas providências sejam importantes, é bom lembrar que o cálculo do IMC continua sendo essencial. Por ser simples e fornecer um bom indicativo, o IMC segue sendo o principal índice a ser calculado. Como é fácil de calcular, deve ser sempre acompanhado pelo paciente.

Tratar a obesidade com quem entende

Apesar de vários fatores influírem no risco à saúde provocado pelo acúmulo de gordura, uma coisa é certa: é preciso buscar apoio especializado. Para tratar a obesidade e se livrar dos seus inúmeros riscos, conte com a Clínica da Obesidade: são mais de dez anos tratando a obesidade mórbida com sucesso.

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